quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Primeiro dia de trabalho


Novamente estou postando apenas hoje (26/01/2011 12:12) mas esse post é correspondente ao dia 25/02/20111. Meu terceiro dia na India. Espero que vocês gostem.

Hoje acordei cedo, entre 7 e 8hs fui tomar um café da manhã. Fui comer sucrilhos com leite e achocolatado. O gosto não se parece nem um pouco com o brasileiro, não sei se era amargo ou simplesmente esquisito. Tentei me acostumar mas não consegui comer tudo. Logo após fiz a barba e me arrumei para ir trabalhar. Jai me deu uma carona até a empresa ele estava indo pra mesma direção. Cheguei na empresa fiquei conversando com Gaurav por algum tempo e depois ele me levou pra conhecer o processo de fabricação de tapetes. Ele me apresentou ao empregado mais antigo da empresa, honestamente eu não consigui gravar o nome dele. Mas ele sabia de tudo que estava acontecendo o como fazer cada etapa da fabricação. Ficamos umas 2 horas conhecendo a fábrica e eles ficaram me explicando vários detalhes sobre os processos, a qualidade, os tamanhos, materiais. Segundo Gaurav, o que eu vi é apenas 25% do total. O que eu achei muito. Consegui aprender muita coisa sobre esse tipo de produto e agora entendo porque ele custa tão caro. Na real, acho que deveria custar ainda mais. O processo é praticamente todo artesanal, os funcionários são verdadeiros artistas, é como se eles tivessem fazendo uma tatuagem, pintando um quadro, atuando numa peça de teatro ou até compondo uma música. Para produzir um único tapete pode-se levar mais que um ano.
A Saraswati emprega mais que 100000 funcionários em toda India. A grande maioria em pequenos "vilarejos" (em torno de 500 pessoas por vilarejo onde os conhecimentos passam de geração para geração).
Após esse treinamento extremamente interessante sobre tapetes fui almoçar com meu chefe, Gaurav, em um restaurante que servia vários tipos de comida, incluindo pasta e pizza. Ele comeu um tipo de Yakissoba Chinês e eu pedi um Chiken Cheese Burger. Achei que o hamburguer tinha gosto de casquinha de siri, porém estava bom. De qualquer forma ainda não tive coragem de experimentar comida Indiana. Segundo Alex e Fernando (que estão dividindo o quarto comigo), eles precisam testar meu nível de pimenta primeiro.
Durante a tarde fomos visitar outra fábrica (são 4 em Jaipur). Esta é focada em acabamentos e ajuste de tamanho. Tem também um setor onde os tapetes são feitos com auxílio de uma ferramenta, o que acelera bastante o processo, porém são feitos apenas produtos de menor qualidade. É incrível quantos processo específicos e cheios de detalhes e quanto tempo é envolvido para a fabricação de um único tapete. Depois voltamos para a empresa e trocamos várias idéias sobre a vida profissional e também pessoal. Acredito que terei um bom relacionamento com ele.
No fim do dia ele me ofereceu uma carona, de moto! Uma moto e apenas um capacete (aqui o passageiro não precisar usar o capacete, apenas o motorista. Se uma mulher dirigindo também não é necessário, afinal pode estragar o cabelo!) Eu aceitei! Uma longa volta de moto através do trânsito da India. Uhuuullll! Acho que comecei a me acostumar com o jeito que eles conduzem os veículos por aqui. Meu chefe me deixou em casa. Tomei um banho e saí com Jai, Soukie, Fernando e Alex para comprar um  celular. Depois disso fomos comer umas comidas de rua (mãe, não se preocupa, fomos apenas em lugares onde o Jai conhece e confia). Não sei dizer o nome de todas as coisas que eu experimentei, mas a maioria eu gostei e não achei tão apimentado. Eu não sabia, mas o que comemos era só a entrada, depois fomos ao Café Kooba comer Butter Chiken Pizza. O que lembrava bastante uma pizza de frango, daquelas congeladas, mas com pimenta, é claro. Antes de ir pra casa passamos em um lugar que vendia "pan". Eu não sei descrever o que vai dentro, mas é enrolado numa folha e dizem que faz bem pra digestão. Considerando toda a variedade de comida que eu experimentei durante o dia não custava comer um.
Chegando em casa tomei um banho e fui logo pra cama descansar para buscar Lise, brasileira, no aeroporto na manhã seguinte.

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