segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

City Tour!


Today was AWESOME! He had some drinks and dancing last  night and it was very nice, so I woke up in a good mood. Gabriela Dutra, from AIESEC in Santa Maria, got us city tour with an Indian friend called Sneh and his friend from Poland. Me, Gabriela adnd Soukie took a tuc-tuc and met them at Mr. Beans, where we ask for some food too. There we met Grazi as well. After that we started our city tour. I won't explain you about the places ' cause I honestly don't know the history of each place as I wish, so when I get the informations about this places I'll tell you. First we went to Hawa Mahal.


After that we went to Jal Mahal. (Jal = water , Mahal = palace). It is really beautiful, we really liked it.





After that we went to see Amber Fort. That was really amazing. It is huge and so beautiful. There, lot of people ask Grazi, Soukie and Gabi to take a picture with them, you know, brasilian girls, morocco girls…
I also tried to play an instrument, I was not able to momerize the name, But I didn't have success. Maybe next time.









In Amber Fort they had also snake "charmers" (I don't know how it is called in english, take a look at the picture) I wanted to touch it but they didn't let me to.


We went for the elefants as well. I didn't do it, not yet. Is cheaper if you have someone to go with you. Soon I'll do it and let you know about it.





Than we went to Nahargar, It is a place where you can see the whole city, I thing, which is also very beautiful. The roads were really bad and with the Indian traffic you can imagine the adventure.











As we were starving they took me to show the Indian McDonalds. Only chiken, fish and soybean meat there. The McChiken was nice, though.





As we were really tired I just went to a mall and bought formal shirt to work and came home. We showed the pictures to Jai, Alex and Lisi and after I went to a shower and bed.

*I'm feeling really tired so I'm trying to make this post the most fast and simples as I can. =]

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

5th day


Hoje acordei cedo para ir trabalhar. Fui pegar o ônibus, tudo tranquilo até então. Já me acostumei com as pessoas me encarando como se fosse um ET. Foram 2 ônibus até chegar ao trabalho. Acho que estou começando a ter uma idéia mais clara do trânsito aqui. A buzina mais alta e o cara mais teimoso (que não quer sair do caminho) são os que tem maior preferência. Outra coisa é não olhar pra quem estar vindo ao entrar no cruzamento, mesmo se ele tem a preferência. Se você está entrando e buzinou, o problema é dele em frear para deixar vc entrar, afinal ele está vendo você. Estou começando a achar engraçado já. Deve ser a segunda fase.
Cheguei na empresa exatamente na última hora que eu podia bater o cartão. A boa notícia é que meu chefe não tinha chegado ainda. Após ele chegar ele me passou umas jobs. As quais eu fiquei fazendo até a hora do almoço e no final da tarde também. Hoje fomos almoçar em um restaurante Indiano. Foram 2 funcionarios da empresa também. Chegamos lá e ele pediu pra mim uma comida sem pimenta. Era um restaurante extremamente simples, sem luxo nenhum. Eu gostei! Era uma espécie de pão sírio com um molho pouco apimentado. Não sei dizer o nome, mas amanhã pergunto pra ele e anoto. Ainda não consigo escrever as palabras em Hindi que as pessoas me falam. Comi como um Indiano. Só com as mãos, e tinha a possibilidade de usar uma colher também. Mas como bom AIESECo (eu espero), lembrei do Living Diversity e tentei fazer o máximo que consigui para comer como um "nativo".
No começo da tarde recebemos um cliente Indiano que mora no Canada a mais que 15 anos. Ele foi ao show room da empresa pra comprar alguns tapetes. Consegui trocar umas idéias com ele em inglês, mas como ele estava com bastante pressa não tive muito tempo pra perguntar sobre um oriental tendo choque cultural no ocidente. Após isso continuei com minhas jobs até o final da tarde.
No final do trabalho Gaurav me deu uma carona até o lugar onde eu troco de bus, assim eu só precisei pegar um. Porém, no meio daquele cruzamento com pessoas e veículos para todos os lados eu peguei o ônibus para o lado errado. Ele me levou até o mesmo lugar, mas demorou cerca de uma hora e meia. Nesse caminho um casal de jovens Indianos começou a conversar comigo. No começo até desconfiei. Mas eles foram extremamente amigáveis e estavam apenas curiosos sobre porque um brasileiro parou seus estudos por um semestre para trabalhar 6 meses na India. Foi uma boa pergunta, eu confesso. Ficamos conversando por quase uma hora. Outra boa pergunta que eles me fizeram foi se eu era cristão.  Ambos estavam fazendo Mestrado então notava-se que eles tinham um bom conhecimento geral e boa educação. Logo após eles descerem eu desci do bus também e vim pra casa.
Estava extremamente cansado do trabalho e de tanto tempo em pé dentro do ônibus, então me joguei na cama sem nem pensar, ou ao menos tirar o tênis. Mais tarde Lisi me acordou e conversamos bastante sobre o primeiro dia de trabalho dela. É uma experiencia que todos aqui passamos e sabemos o quão nervoso nós ficamos. Mas pelo que ela falou deu tudo certo e ela estava bem empolgada. One more change agent! Tomei um Chai (chá) com Soukie, Lisi e Alex e ficamos conversando sobre várias coisas. Depois chegou o Fernando contando sempre histórias engraçadas sobre o seu dia no trabalho. E ainda mais tarde chegou o Jai para ver se estava tudo bem. Eu dei uma camisa do Brasil pra ele, mas infelizmente ele é alérgico ao tecido da camisa (sintético eu acredito) então ele teve que devolver. Mas devo conseguir outra pra substituir. Após isso todos foram dormir, e como eu tinha durmido sentei aqui pra contar mais um dia pra vocês.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

4th day


Sorry guys but  don't have much to tell you about today, was not an real active one.

Today I woke up at 7am with Jai calling me to pick Lisi, a Brazilian girl from Santa Maria, at the airport. I got my brazilian flag and we went to wait for her at the terminal. It was cold and it took sometime for here to come out. She was completely lost. Probably thinking how she was going to recognize her ride, or how to communicate to a Indian taxi driver. As soon as I saw her I started shaking the Brazilian flag. When she saw it she started laughing and I helped her with her luggage. We got into Jai's car and went home. There I helped her to cook some pasta, she was starving, and we've talked for while until she went to bad to rest for some hours. As I was not feeling so good I went to bad too. Apurva woke me up and we stayed at home during the afternoon talking about the cultural chock and about the AIESEC in Jaipur. I also gave her gifts and she really liked it. For dinner Alex made us some pasta with a sauce of butter chicken. Despite it was spicy, it was really good. As this week is going to be really hard I took this day to rest and organize my things.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Primeiro dia de trabalho


Novamente estou postando apenas hoje (26/01/2011 12:12) mas esse post é correspondente ao dia 25/02/20111. Meu terceiro dia na India. Espero que vocês gostem.

Hoje acordei cedo, entre 7 e 8hs fui tomar um café da manhã. Fui comer sucrilhos com leite e achocolatado. O gosto não se parece nem um pouco com o brasileiro, não sei se era amargo ou simplesmente esquisito. Tentei me acostumar mas não consegui comer tudo. Logo após fiz a barba e me arrumei para ir trabalhar. Jai me deu uma carona até a empresa ele estava indo pra mesma direção. Cheguei na empresa fiquei conversando com Gaurav por algum tempo e depois ele me levou pra conhecer o processo de fabricação de tapetes. Ele me apresentou ao empregado mais antigo da empresa, honestamente eu não consigui gravar o nome dele. Mas ele sabia de tudo que estava acontecendo o como fazer cada etapa da fabricação. Ficamos umas 2 horas conhecendo a fábrica e eles ficaram me explicando vários detalhes sobre os processos, a qualidade, os tamanhos, materiais. Segundo Gaurav, o que eu vi é apenas 25% do total. O que eu achei muito. Consegui aprender muita coisa sobre esse tipo de produto e agora entendo porque ele custa tão caro. Na real, acho que deveria custar ainda mais. O processo é praticamente todo artesanal, os funcionários são verdadeiros artistas, é como se eles tivessem fazendo uma tatuagem, pintando um quadro, atuando numa peça de teatro ou até compondo uma música. Para produzir um único tapete pode-se levar mais que um ano.
A Saraswati emprega mais que 100000 funcionários em toda India. A grande maioria em pequenos "vilarejos" (em torno de 500 pessoas por vilarejo onde os conhecimentos passam de geração para geração).
Após esse treinamento extremamente interessante sobre tapetes fui almoçar com meu chefe, Gaurav, em um restaurante que servia vários tipos de comida, incluindo pasta e pizza. Ele comeu um tipo de Yakissoba Chinês e eu pedi um Chiken Cheese Burger. Achei que o hamburguer tinha gosto de casquinha de siri, porém estava bom. De qualquer forma ainda não tive coragem de experimentar comida Indiana. Segundo Alex e Fernando (que estão dividindo o quarto comigo), eles precisam testar meu nível de pimenta primeiro.
Durante a tarde fomos visitar outra fábrica (são 4 em Jaipur). Esta é focada em acabamentos e ajuste de tamanho. Tem também um setor onde os tapetes são feitos com auxílio de uma ferramenta, o que acelera bastante o processo, porém são feitos apenas produtos de menor qualidade. É incrível quantos processo específicos e cheios de detalhes e quanto tempo é envolvido para a fabricação de um único tapete. Depois voltamos para a empresa e trocamos várias idéias sobre a vida profissional e também pessoal. Acredito que terei um bom relacionamento com ele.
No fim do dia ele me ofereceu uma carona, de moto! Uma moto e apenas um capacete (aqui o passageiro não precisar usar o capacete, apenas o motorista. Se uma mulher dirigindo também não é necessário, afinal pode estragar o cabelo!) Eu aceitei! Uma longa volta de moto através do trânsito da India. Uhuuullll! Acho que comecei a me acostumar com o jeito que eles conduzem os veículos por aqui. Meu chefe me deixou em casa. Tomei um banho e saí com Jai, Soukie, Fernando e Alex para comprar um  celular. Depois disso fomos comer umas comidas de rua (mãe, não se preocupa, fomos apenas em lugares onde o Jai conhece e confia). Não sei dizer o nome de todas as coisas que eu experimentei, mas a maioria eu gostei e não achei tão apimentado. Eu não sabia, mas o que comemos era só a entrada, depois fomos ao Café Kooba comer Butter Chiken Pizza. O que lembrava bastante uma pizza de frango, daquelas congeladas, mas com pimenta, é claro. Antes de ir pra casa passamos em um lugar que vendia "pan". Eu não sei descrever o que vai dentro, mas é enrolado numa folha e dizem que faz bem pra digestão. Considerando toda a variedade de comida que eu experimentei durante o dia não custava comer um.
Chegando em casa tomei um banho e fui logo pra cama descansar para buscar Lise, brasileira, no aeroporto na manhã seguinte.

Conhecendo o transporte público...

Apesar de eu estar postando apenas hoje (26/01/2011 - 11:06 am local time) esse foi meu segundo dia (24/01/2011). Estou um pouco atrasado nas postagens mas hoje é feriado aqui e pretendo resolver isso.

Hoje dormi bastante, estava bem cansado dos 3 dias viajando pra chegar aqui e a diferença de horário leva um tempo pra se acostumar. Acordei tarde e comecei a ajeitar minha coisas. No começo da tarde Aman, AIESECo, VP aqui em Jaipur, me levou para tirar umas cópias do passaporte e preparar uns documentos para um registro de estrangeiros aqui. Depois disso Aman me levou para empresa onde eu vou trabalhar. Fomos de ônibus, que provavelmente é o transporte que vou usar aqui. Para entrar no ônbus não é necessário esperar ele parar, até mesmo porque ele não para, só diminui a velocidade. E não é necessário estar no ponto de ônibus, em qualquer lugar que seja o caminho, só esticar o braço ou dar um grito que ele para. Entrei no ônibus e tentei achar o cobrador, é sempre o cara com a maquininha, ele pode estar em qualquer lugar. 7 Rúpias a passagem, paga cada vez que troca de linha. (1 dolar = 40 a 45 rúpias). O ônibus estava lotado, como eu esperava, e todos ficavam me encarando, me analisando. Alguns queriam ser amigáveis e tentar puxar uma conversa, outras pareciam não gostar muito da minha presença. A cor da minha pele, cabelo e olhos é rara por aqui. Perguntei ao Jai se tem alguma chance de alguém olhar pra mim e não achar que sou estrangeiro, a resposta dela foi não, seguido de uma risada. Estou começando a me acostumar com isso já.
Tivemos que trocar de ônibus no caminho, acho que estava num dos lugares mais movimentados da cidade. Era um cruzamento, uma rótula onde vinham pessoas, carros, motos, bicicletas, ônibus de todos os lados, nem sempre em sentido horário. Então era necessário estar sempre atento para não ser atropelado ou arrastado por alguém.  Após a longa jornada, não tão longa mas demorada, por causa do trânsito, através do trasnporte urbano de Jaipur eu finalmente cheguei a empresa. Estava extremamente nervoso. Estava um bom tempo sem praticar inglês e, pra quem já ouviu um Indiano falando inglês, sabe como é difícil de entender. Aman me levou até a sala de Gaurav Verma, que é diretor de Marketing da empresa Saraswati Global Limited e será meu supervisor. Trocamos algumas idéias, ele me perguntou sobre minhas habilidades e sobre o que eu estava achando da India. Combinamos os horarios de trabalho e outros detalhes do estágio. Após isso Aman conversou com ele alguns detalhes sobre o relacionamento da empresa com a AIESEC, logo depois fomos embora. Pegamos novamente ônibus para voltar pra casa. Na hora de trocar da linha azul para a verde as estradas estavam fechadas*. Tivemos que pegar a linha verde em sentido oposto o que demora muito mais tempo. Era 6 da tarde no trânsito Indiano. Acho que ficamos uma hora e meia para andar uns 10, no máximo 15km. Ainda assim foi interessante porque passamos no centro da cidade. Vi onde fica o museu, estádio, templos e igrejas. Quando chegamos em casa eu estava, novamente, extremamente cansado. Logo tomei um banho e fui dormir para acordar bem para o primeiro dia de trabalho.

*Pelo que conversei com Jai, eles fecham as estradas quando estão transportando ministros ou algo do tipo. Parece que é perigoso para os politícos pegarem o trânsito que eles evitam melhorar. Minha primeira impressão é que a corrupção aqui é mais acentuada que no Brasil.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

First day in India!


(23jan)

When I get to the Jaipur airport was everything perfectly normal. I just take my luggage and go straight to the exit. When I get there everything was a mess because of the Jaipur Literature Festival. It is a huge event that happens in Jaipur and there are people of everywhere. So after a while looking for someone from AIESEC, the trainee from Morocco Soukaina Aouad found me and ask if my name was Joao, or something like that. I get in the car of Jai, that is an AIESEC member and also who take care of the trainee house that me and Soukaina are living. 'Till there everything was perfectly fine. Than, I was about the face the Indian traffic. That was an intense adventure! There are no traffic lights. It seems that we were about to hit the car every corner. After a long way driving Jai stopped to give a ride to Fernando Jimenez (Colombia) and Alexandru Gutunoiu (Romenia), they also live at the same trainee house. So we were in 5 people, 5 different countries and 4 different continents inside a car. They made a lot of questions of Brazil, starting with soccer, of course. After about 20 minutes talking we let Fernando and Alex to take a bus and went to the trainee house. Jai and Soukaina explain me about the how things will work at the house and how to take a bus, cab, order some food, wash clothes and so on. We've talked for more than 1 hour, most of the time I was asking something about India. It was about 10 in the morning when I went to bed to rest for a couple hours.
Soukaina woke me up at 3 and made me pasta and a soup, which, despite it was a little bit spicy, it was delicious. She said this was nothing spicy if compared to the Indian food. So, apparently I will have problems with it. I'll get use to it. Than we went to my first ride in the tuc tuc. Here they call, as far as I heard, of oto rishka (I don't know how to right it, yet). It was another traffic adventure. They are always using the horn (buzina in portuguese), it's like they are always saying: out of the way! It really scares me the way that they drive, but I thing I will get use to it, at least I hope. We took 2 girls from India, which one works with Soukaina and her sister and went to the Jaipur Literature Festival. There I meet other AIESECers, including the girl that get me the job Apurva. And also I meet another Brazilian exchange participant from Santa Maria - RS, Grazi. We stayed there for about 4 hours, it was really nice to feel more close to the India culture. Also there were lots of important people, for example the prime minister of HR (human relations) from India. I listened to Indian live music too, but was nothing like the music that I know. It was really different, more screaming (not screamo) and has few melody and harmony. I'll try to explain you better in the next posts. There I tried for the first time a very popular beer in India, called Kingfisher. I liked! It is "stronger" than our beer and not sweet. As I was very tired, I went home, again with the tuc tuc. When I was crossing the street to get home, I didn't see a bus coming. It's because I was used to look first at the left an after at the right, here is the opposite, the english way of driving (mão inglesa). As Soukaina was it me, she just scream and I saw the bus with enough time to get out of its way. For those who thinks I'm exaggerating about the traffic, there is a video that can illustrate better:
Than I finally got home. I talked a little bit with Fernando, Alex, Jai and Aman and than took a shower. There is hot water! Uhuuulll!!! After I went to bed and sleep.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Vôo...


Dia: 22.01.2011

Hora:
14:45 Brazil
18:45 South Afrika
22:15 India

Flying From Johannesburg to Mumbai

Vou começar me apresentando, meu nome é João Bernardo Leal Ayroso, tenho 24 anos e studo Engenharia de Procução e Sistemas na UDESC em Joinville - SC.  Estou indo para Jaipur, Rajasthan, India para trabalhar na empresa Saraswati Global Limited com exportação de tapetes.

No aeroporto de Guarulhos, esperando pra embarcar no voo que já estava atrasado 1:15min comecei a conversar com um Senhor nascido em Palmitos - SC. O nome dele é Vaderlei Rossato e ele estava indo pra Tanzania onde ele trabalha dando consultoria na área de agronomia para uma associação de lá, a ATTT. Ele, assim como várias outras pessoas, ficou surpreso quando eu falei que estava indo para a India. Me perguntou bastante sobre como eu tinha conseguido e o que eu ia fazer por lá. Ele tem uma filha que estuda em Chapecó, adora viajar e a idéia de trabalho voluntário. Já trocamos cartões e vou passar o contato da AIESEC em Chapecó pra ela, mais um agente de mudança . Também fiquei bem curioso de como ele foi trabalhar na Tanzânia, então ficamos conversando por um tempo. No fim ele me convidou pra parar por lá na volta e conhecer  o país.

Ao entrar no avião eu me sento ao lado de um cara branco, loiro e com olhos claros. Pensei que era catarinense também, até tentei falar em português no começo. Mas, pra minha sorte, ela era da Africa do Sul, morava na cidade do cabo, falava Inglês e Afrikaans. Estava com mais 21 técnicos e engenheiros e tinha ido passar duas semanas no Brasil, em Mogi das Cruzes trabalhando com manutenção de equipamentos industriais. Era um cara animado e que gostava de uma boa conversa, consegui trocar várias idéias com ele, ele me falou várias coisas da Africa do Sul, criticou o filme Invictus, me deixou esperto para a barganha, me disse que a Cidade do Cabo é o melhor lugar para se viver na Africa e talvez no mundo. Na hora que serviram as bebidas ele me mostrou uma bebida que os Sul-Africanos gostam de tomar que chama Klipdrift. Para quem pegar o Voo com a South African Airways, vale a dica (servida com coca e gelo). Além de ser boa, ajuda a dormir depois. Ele também ficou surpreso quando falei que ia pra India por 6 meses e depois de várias perguntas me desejou "boa sorte"! No final me deu uma moeda de 5 Rands (que é a moeda local deles) e me passou o e-mail para caso eu parasse na Cidade do Cabo na volta, ele poderia me ajudar a conhecer o local.

Chegando no aeroporto de Johanesburg, que mais parecia um shopping do que um aeroporto. Sentei um pouco e tomei uma água. Depois disso fui tentar achar um jeito de ligar para meus pais e dizer que estava tudo bem. Porém esqueci de anotar como se liga a cobrar o Brasil e de comprar um cartão para ligar. Pra minha sorte fui ligar o notebook para tentar uma Wi-Fi free, o que não rolou. Mas acabei descobrindo que posso conectar através do Skype se tiver crédito, fica a dica! Como já estava atrasado apenas dei um oi e embarquei para o próximo vôo, direto para Mumbai.

Ao entrar sento ao lado de um Indiano que vivia 17 anos na Africa do Sul. Pelo que entendi ele era um comerciante, tinha um mercado ou algo do tipo. O inglês dele não era fácil de se entender, o que me assusta um pouco. Mas após trocar poucas palavras a aeromoça fala que tem vários lugares vazios no final do avião, então vou lá pra tras, pego 2 bancos e espero o almoço. Nas duas refeições que tive a bordo já senti um pouco da diferença dos temperos, tanto o peixe quanto o frango estava apimentados. Mas consegui comer tranquilo, se continuar assim acho que nem vou conseguir emagrecer.

Ao chegar no aeroporto de Mumbai vi que as coisas aqui são um tanto desorganizadas. Tive que pegar bagagens depois pegar um onibus de um terminal para outro. No caminho o onibus passou por várias partes do aeroporto, que estava em obras. Inclusive o onibus cruzou a pista de decolagem, o que me assustou bastante, considerando que tinha um avião se preparando pra decolar ao mesmo tempo. Após isso foi dormir um pouco no aeroporto e esperar o última conexão.